A guia que chega todo mês é o fim de uma conta que começou muito antes: no regime escolhido, na classificação de cada produto, na nota que entrou com o CFOP errado. Quando o valor sobe sem a empresa ter vendido mais, a explicação quase sempre está em uma dessas três casas, e não no mês em curso.
O que está incluído
Apuração dos impostos do período e emissão das guias no prazo.
SPED e obrigações acessórias, com acompanhamento do que cada atividade precisa entregar.
Conferência das notas de entrada e saída, olhando CFOP, CST e o que gera crédito.
Revisão de enquadramento tributário, refeita todo ano antes do prazo de opção.
Resposta a intimação e malha fiscal, quando o fisco bate na porta.
Por que a guia sobe sem a empresa vender mais
Os motivos mais comuns aparecem sempre nos mesmos lugares:
Faturamento acumulado dos últimos doze meses. No Simples Nacional a alíquota é escalonada. A empresa cresce, muda de faixa, e a guia sobe antes do dono perceber.
Substituição tributária. Um produto entra classificado como se o ICMS fosse pago na frente, e não era. Ou o contrário, e a empresa paga duas vezes.
Crédito que não foi aproveitado. Compra de insumo, energia usada na produção, frete. Existe crédito que passa batido quando ninguém olha nota por nota.
Atividade cadastrada errada. Um CNAE desatualizado no contrato social muda a tributação inteira de um serviço.
O regime errado passa despercebido por anos
Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real não são degraus de tamanho de empresa. São formas diferentes de calcular, e a mais barata depende da margem, da folha e do setor.
Indústria com folha alta pode pagar menos fora do Simples. Prestador de serviço com pouca gente e margem boa costuma pagar mais no Lucro Presumido. Só dá para saber comparando com os números da empresa, e essa comparação tem hora certa: a opção de regime é anual e não volta atrás no meio do caminho.
A obrigação que não gera imposto, mas gera multa
Boa parte do que o fisco exige não vem com boleto. São declarações, arquivos e registros que só existem para o governo cruzar informação. Não entregar não custa imposto: custa multa, e ela chega meses depois, quando ninguém mais lembra do assunto.
Esse controle é feito por calendário aqui, e o que estiver faltando é cobrado antes do vencimento, não depois.
Quer saber se está pagando mais do que devia?
Mande o CNPJ. Você recebe uma leitura do regime em que a empresa está enquadrada e de onde costuma existir espaço para reduzir dentro da lei. Se o enquadramento estiver correto, a resposta vai ser essa.